terça-feira, 5 de abril de 2011

Descobrindo - The JW project

Por Ariel Nogueira Andrade


Olá, amantes do contrabaixo!!

Sem dúvida alguma este post é um dos mais importantes que já fiz, não por trazer mais uma grande entrevista internacional ou nacional, mas pelo fato de eu ter vindo estudar música em um dos maiores centros culturais do mundo - A Inglaterra - e mesmo assim ter conseguido um tempo, pra manter o blog à todo vapor. Aproveitando minha vinda pra terra da rainha, vou sempre tentar atualizar vocês pelo que anda acontecendo por aqui no mundo do baixo, espero que seja uma porta pra vocês expandirem ainda mais o universo "grave" de vocês.

A primeira coisa que tenho pra vocês brasileiros, é "The JW project" uma banda que me surpreendeu não só pela musicalidade mas pelo fato de ter dois baixistas e como front da mesma.


A banda é formada pelo baterista Pete Ray Biggin, e pelos baixistas Chris Webb e Rick James. Estes no momento são endorses da Peavey's Cirrus basses e da marca de amplificadores que vem fazendo a cabeça de baixistas por todo o globo - Mark Bass. O grupo vem se destacando por onde passa, lugares consagrados como o London Jazz Café e o Blue Note de Tókio já aplaudiram de pé o "JW project". 


Para completar, o projeto foi destaque na Bass Guitar Magazine deste mês, uma das revistas de maior expressão na música do Reino Unido. Em entrevista nesta mesma revista o grupo diz qual a sua intenção  "nós queremos levar a todos pra uma volta de montanha russa musical", eles sempre que questionados como com uma formação tão simples conseguem surpreender e fazer um show "sem buracos", respondem que todos os 3 são multi-instrumentistas e se usam sempre de loops feitos ao vivo, e uma hora ou outra um faz uma base no piano; mas o verdadeiro segredo de tanta sofisticação é a amizade entre eles que nunca deixa um "tapar"o outro, sempre permitindo que cada uma tenha o seu momento de mostrar sua identidade no contrabaixo.


Agora é só procurar ouvir estes dois caras que como eles mesmo dizem, querem botar  o reino unido novamente no mapa do baixo mundial, coisa que não ocorre desde a aparição do rei do slap Mark King.

Links interessantes:
- http://www.thejwmethod.com 

domingo, 20 de março de 2011

Entrevista exclusiva com o Americano Anthony Wellington, "O Professor"


Por Ariel Andrade


    Há alguns meses atrás minha visão sobre música e propriamente sobre o contrabaixo mudaram drasticamente depois que assisti uma video-aula do grande Victor Wooten, chamada Groove Workshop. O que me chamou mais atenção foi que Wooten desde o princípio do video divide todos os créditos com este que é o nosso entrevistado de hoje, e muitas das vezes o reverencia como o verdadeiro "professor" ou "mestre" naquele estúdio. Sempre cheio de conceitos e métodos de aprendizados diferenciados, Anthony Wellington é considerado por muitos um dos melhores professores de contrabaixo no planeta; já foi capa e destaque nos maiores veículos de circulação do contrabaixo no mundo inteiro. E o nosso blog não poderia ficar de fora, e graças a sua grande simpatia ao aceitar ser entrevistado por nós, finalmente apresento Anthony Wellington em entrevista exclusiva ao BaixoNatural.




Obrigado por nos conceder esta entrevista Anthony!

Como é trabalhar lado a lado com uma verdadeira lenda do contrabaixo como Victor Wooten?
- É uma honra trabalhar com Victor. Ele é um amigo de longa data antes de trabalharmos junto, portanto é ótimo trabalhar com um amigo de quem eu também sou fã. É incrível poder trabalhar com um de seus ídolos.  

Como foi  experiência de gravar um dvd tão inovador como é o caso do bass groove workshop?
- Foi uma experiência fantástica. Originalmente não estava programado de eu estar no dvd. Victor me perguntou se ele poderia mostrar alguns de meus conceitos neste trabalho e eu aceitei. Em seguida ele convidou para eu o acompanhar parar ter certeza que ele estava fazendo tudo certo.Logo depois ele pediu para que eu ensinasse estas partes. E em seguida ele decidiu pela minha permanência em todo o dvd. Eu considero este dvd como um video realmente instrucional, pois muitos dvds de baixo são rotulados como instrucionais mas na realidade não são. Eu sinto que o dvd "Groove Workshop" se aplica para qualquer instrumento, só aconteceu de sermos baixistas.
Muitos grandes baixistas o consideram um dos melhores professores de música e contrabaixo que conhecem, nos fale um pouco de sua formação.
Eu fico honrado que as pessoas pensem que sou um bom professor. Ensinar significa muito par mim. Todo o meu estilo de ensinar é baseado na eficiência e na lógica. estas são duas coisas que você realmente não pode argumentar contra. Eu basicamente aprendi através dos caras da vizinhança onde eu cresci em Washington, DC. Eu não tenho nenhum treinamento formal em contrabaixo na verdade, eu nunca tive uma aula de baixo, porém eu estudei música no ensino médio e na faculdade. 

Quais suas maiores influências musicais?
- Eu sou fortemente influenciado pela musica que cresci ouvindo, tipo R&B, Soul e Funk das décadas de 60,70 e 80. Meu pai é um grande fã de música e eu herdei isso dele. Minhas maiores influências musicais são Stevie Wonder, James Brown, Miles Davis e Prince. No baixo as minhas maiores referências são james jamerson, Larry Graham, Louis Johnson, Mark Adams, Marcus Miller, Stanley Clark, Jaco Pastorius, Jimmy Haslip e muitos outros.  
Fale um pouco sobre o seu set up atual para shows ao vivo e gravações....baixos,amps, pedais
- Eu possuo um grande número de baixos, mas primeiramente eu uso os baixos Fodera para os shows ao vivo, já para ensinar e clínicas eu uso os fodera juntamente com os baixos da Mbasses. Eu uso exclusivamente caixas e cabeçotes Aguilar e cordas DR. Eu possuo vários pedais mas não uso muitos deles em shows, mas aqui e ali eu tento usar um evelope filter, chorus e reverb. Já nas clínicas eu uso o Boss RC20 para criar loops e o Boss Jam station para acompanhamentos. 


Um dos melhores conceitos sobre o conhecimento musical que ouvi nos últimos anos foi seu o chamado "quatro niveis de conhecimento" presente também no dvd citado acima, pode nos falar um pouco mais sobre ele, e no que consiste?
- Eu cheguei aos "Quatro niveis de conhecimento" da mesma maneira como cheguei em muitos dos meus conceitos que é tentar achar caminhos de melhorar o meu próprio jeito de tocar e na maioria eu faço isso como uma espécie de auto-exploração. Com os "quatro níveis de conhecimento", eu estava focando nos diferentes estágios que você atravessa quando aprende um novo conceito ou uma nova idéia. Então eu percebi que isso se aplica e é determinante para ser bom em diversas coisas. Muitas pessoas me mandam emails para contar que estão usando estes conceitos para ensinar muitas coisas além de música. Assim como muitos dos meus conceitos de ensino, eu tiro diversas idéias de outras ambientes, fora da música tais como matemática, esportes, línguas, psicologia e outras artes.

O que é Bassology?
Bassology é o nome que dei a minha escola, eu queria dar um nome que soasse como curriculum, uma vez que o baixo elétrico é tão novo que tradição e curriculum ainda estão sendo criados e eu queria contribuir com isso. A premissa básica é que eu gosto de ensinar cada conceito musical sempre de 4 maneiras diferentes: fisicamente, visualmente, sonoramente e intelectualmente. Muitos baixistas pensam que só se deve aprender de uma maneira, que é a física e por isso acabam bloqueando seu intelecto que tornaria seu trabalho muito mais significativo. Quando você aprende um novo conceito musical você pode ser se perguntar, qual destes quatro caminhos eu sou mais forte e qual eu sou mais fraco?  desta forma você sempre saberá no que você precisa trabalhar.

Quais seus projetos atuais???no que você anda trabalhando?
- Eu estou constantemente trabalhando em algumas músicas minhas para um CD que eu espero lançar pelo selo do Victor em algum momento no próximo ano. Estou também reunindo o material para a gravação de um DVD e para um livro. Eu estou fazendo muitas gigs com Victor Wooten por isso estou mais focado na música dele, além do mais venho recebendo pedidos para escrever e produzir músicas para vários artistas.




Quais seus planos para o ano de 2011? você tem pretensões de lançar algum trabalho solo??
Eu planejo continuar fazendo muitas aulas, clínicas e gigs. Mas eu também planejo filmar uma vídeo-aula e um livro, assim como também estou planejando finalizar meu cd. Eu realmente não tenho pretensões de ser um artista solo, mas estou certo de que terei de fazer pequenas turnês para uma melhor divulgação deste trabalho mas eu volto a repetir, não me vejo como artista solo ou como uma estrela, eu só quero gravar minha musica.

Como é o ambiente e como é ser professor nos acampamentos de baixo promovidos por Wooten?
O "Bass/Nature camp" é um ambiente fantástico. É uma atmosfera muito relaxante tanto por causa do lugar onde ocorre como pelo jeito que ensinamos que não é o tradicional. Nós temos a equipe de música e a equipe da natureza. Temos atividades matinais como yoga, tai chi e Martial arts; temos uma incrível lista de professores de baixo e eu aprendo muito com eles e com os alunos a cada edição do acampamento. É um sentimento muito bom saber que ao mesmo tempo em que eu estou ensinando, Victor Wooten e Chuck Rainey estão ensinando também no mesmo lugar, e fico pensando que a nata dos mestre do baixo está lá ensinando. Eu tento me focar em assuntos que muitos professores e alunos de contrabaixo deixam passar, como conhecer seu instrumento e as notas que ele possui, além de também ensinar exercícios para estimular a criatividade, o vocabulário que na minha opinião é bem melhor do que ensinar "licks". 

                                                   

Nos conte um pouco sobre trajetória que seus alunos passam no seu ensino de música.
Quando eu penso na frase "trajetória na música", eu penso em uma pasta e em uma direção  a seguir. Eu sempre inicio todos os meus alunos no mesmo lugar, que é a destreza. Em seguida passo a abordar as notas no baixo e apartir deste momento do curriculum, o ensino se direciona para cada estudante se tornando mais especializado. Mas o que descobri em quase 20 anos como professor, é que os alunos geralmente precisam da mesma coisa: Fundamentos. Você descobre que no atletismo e em outras artes, as pessoas nunca param de trabalhar os fundamentos. Porém os baixistas nem sequer aprendem estes fundamentos no início e os poucos que aprendem, param de exercitar.  
O que você acha do ensino musical hoje nos Estados Unidos?
Eu vejo a música na América em um estágio triste. Ela está desaparecendo das escolas e das vizinhanças. A maioria dos que a estão ensinando de maneira particular, são pessoas que não tem conhecimento suficiente e que na realidade não gosta de ensinar. Eles apenas ensinam para levantar uma grana, a maior parte das pessoas que estão qualificados para ensinar estão sempre muito ocupados trabalhando. 
Onde podemos entrar em contato direto com seu trabalho?
- Você pode encontrar meu trabalho em vários lugares incluindo meu sitewww.anthonywellington.com ou www.bassology.net , você também pode seguir minha "fanpage" no Facebook www.facebook.com/bassology . Meu telefone está no site da "bassology" e o meu ID no skype é Bassology1. Você pode me mandar email ou ligar se quiser aulas via skype também.


Qual conselho você dá aos leitores do Baixonatural que buscam consolidar carreira no mundo do contrabaixo e da música??
- Aprenda o máximo que puder sobre musica e sobre seu instrumento. São duas coisas totalmente diferentes que você tem que sempre usar junto. Como eu costumo passar para meus alunos "knowing something is better than not knowing something" (conhecer algo é melhor que não conhecer algo).


Foi uma honra poder entrevistar você esperamos um dia, poder ouvir sua música ao vivo em nosso País.
Foi uma honra ser entrevistado por você e eu espero em breve visitar o Brasil e toda a América do Sul por um bom tempo. Algumas das minhas músicas favoritas vem dessa parte do mundo. Eu realmente espero conhecer você, Ariel. Paz, Anthony.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Baixo - Conhecimento versus Intuição









Por Ariel Andrade


As discussões acerca deste tema são inúmeras e vem de longa data. Afinal o que realmente vem  a funcionar no cenário mundial do contrabaixo? é melhor sentar no seu quarto e praticar durante 8 horas ou ir aprendendo e assimilando a medida que os gigs vão aparecendo? - Bom, esta é uma dúvida que paira sobre nossas cabeças e creio que ainda nos perturbará por muitos anos, talvez nunca venha a ser resolvida. Isto Acontece, pois sempre aparece um grande nome no baixo mundial que tem o seu trabalho baseado no conhecimento e outro grande baixista que tem sua música baseada apenas na intuição e que nunca sentou e estudou de verdade.


O que faremos hoje será apenas destacar as três correntes majoritárias de entendimentos que rodam o mundo e travam batalhas acerca desse assunto. A primeira é aquela que defende que o músico deve passar por um período de estudos intensos, vindo a cursar escolas, faculdades etc. para que possa ter plenas condições de exercer a profissão e ser respeitado como tal. Levando o "dom" um pouco para o segundo plano, e exaltando o estudo formal que  acaba por projetar na cabeça do músico que ele deve estudar teoria + técnica por horas com afinco se quiser ser um verdadeiro Músico. Os baixistas que representam esta corrente tendem a ser os músicos eruditos ou com raízes no jazz clássico que desde pequeno se encontram em conservatórios em busca deste conhecimento.


Porém, como se explicaria grandes nomes do contrabaixo mundial, verdadeiras lendas como Victor L. Wooten e Paul Mccartney que não vieram de um conservatório e de uma faculdade e se transformaram em ícones de seu instrumento? - Eis que surge a segunda corrente majoritária.


A segunda corrente é aquela que defende a intuição do músico, a sua própria natureza; indivíduos que já nascem com o dom e com o passar do tempo vão o desenvolvendo através das mais diversas experiências por que passam e também pelas necessidades que suas gigs lhes impõe. Este desenvolvimento é tão grande que acaba colocando estes indivíduos naturalmente em uma posição de destaque e de reconhecimento no ambiente musical local, regional e até mundial.
Em muitos casos estes músicos acabam por desenvolver um jeito próprio de estudo e prática, que em seguida é adotado pelas instituições de ensino que passam a propagar estas idéias como algo mais organizado e como objetivo para ser alcançado por seus alunos. Um grande exemplo é o trecho do dvd "Victor Wooten Bass Groove Workshop" colocado acima, que vem proporcionar um olhar único sobre a música e sobre como esta deve ser ensinada, eu diria que um divisor de águas no ensino do contrabaixo elétrico.


A terceira corrente majoritária vem a ser aquela que mescla as duas definidas acima. Define que o indivíduo pode sim nascer com tal dom porém sem o devido estudo, ele será limitado e também que muito do que por muitos é considerado como intuição pode vir a ser transformado em conceitos e aprendido pelos estudantes. Elementos como expressão, casamento do baixo e bateria e feeling (básicos para todos aqueles que buscam levar o contrabaixo como profissão) podem vir a ser desenvolvidos gradualmente com a devida orientação. Podendo, segundo esta corrente, transformar um aluno mediano porém aplicado em um grande músico acima da média. O grande baixista Zuzo Moussawer é um dos que deixa este conceito definido em sua video-aula "Fundamentos de Levadas e Solos".



Qual rumo tomar? Qual destas correntes você se identificou mais? - Isto é muito pessoal, o meu olhar sobre o assunto é de que em um mundo onde a informação é bombardeada por todos os lados ao estudante, é preciso filtrar algumas informações aliando a sua natureza, o seu feeling à dedicação aos estudos de diversos conceitos como tempo, espaço, listening, técnica e leitura; pois o mercado da música é um dos mais cobiçados e concorridos do planeta, então você não vai perder um trabalho em estúdio ou uma gig de última hora por não saber ler uma partitura.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O baixista por trás das máscaras: Les Claypool












Por Ariel Andrade


 Não é novidade nenhum que este blog costuma ouvir muito os seus leitores, sugestões são sempre muito bem vindas. E assim aconteceu com o este post, recebi vários pedidos para escrever sobre o experimentalismo no contrabaixo, pesquisei bastante e um dos vários "professores pardais" que achei foi nada mais nada menos que Les Claypool, então vamos a ele.

                              

 Leslie Edward Claypool, ou Les Claypool, é um baixista americano nascido em 29 de setembro de 1963 em Richmond, Califórnia. Considerado um dos maiores baixistas do mundo, e também um dos mais excêntricos e experimentalistas do ramo; mais conhecido como o vocalista e baixista da banda Primus. Dono de uma maneira super peculiar de tocar somada a extrema técnica, Les apresentou ao mundo a chamada "Claypool's funky", estilo de tocar muito criativo no baixo elétrico que combina tappings, batida flamenca e bends com whammy (não muito comum no contrabaixo), e uma técnica de slap no estilo de Larry Graham, tendo como maior influência Geddy Lee.


O primeiro contato de Claypool com o baixo foi através do grande baixista Noah Gyles, que tocou com vários artistas da histórica motown, entre estes o grupo The Four Tops e Marvin Gaye. Les desenvolveu sua técnica de slap ouvindo outros grandes baixistas como Stanley Clarke e como dito anteriormente Larry Graham (Sly and the family stone). Foi nesta época em que ele comporu seu primeiro baixo Carl Thompson, este que agora é marca registrada de Claypool, que hoje em dia possui mais de 13 destes com diversas espécies de madeiras e número de cordas.

Antes da formação do Primus, Les trabalhou como carpinteiro de 1982 até 1988.Além disso, também tocou na banda de trash metal Blind Illusion na gravação do album "the Sane Asylum" de 1988.


-CURIOSIDADE-
Em 1986, depois da morte do baixista do Metallica Cliff Burton, um amigo de escola Kirk Hammett encorajou Les a participar da audição para o sucessor de Burton. No programa Behind the Music Metallica do canal VH1, Claypool diz que brincou com os membros da banda durante a audição perguntando "se eles não queriam fazer uma jam com canções dos Isley Brothers" fa zendo referência a sua pequena experiência na cena trash metal. James Hetfield (vocalista e guitarrista do Metallica) disse que Claypool não ganhou o trabalho por que "era muito bom" e "deveria fazer sua própria onda". Claypool chegou a comentar que não havia se encaixado com a banda e que provavelmente foi olhado como um esquisito.Veja no video abaixo:

-Equipamentos-

Baixos
7 Baixos Carl Thompson:
 Walnut fretted 4-cordas
fretless 6-string Rainbow Bass
Maple fretted 4-cordas (backup)
Ebony fretted 4-cordas
Fretless 4-cordas
Fretted 6-cordas
Walnut fretted 4-cordas (replica do original)
No minimo dois Fender Jazz Bass (só usado ocasionalmente)
Kramer bass
Rickenbacker 4003 bass
Semi-acoustico Eko bass
Zeta electric upright bass
Kay upright bass
NS Design electric upright bass
Tune fretless bass 6 cordas 
The Whamola bass
Goldtone Bass Banjo
Michael Kelly Bayou 4 resonator bass 

Amplificadores
Cabeçotes e Caixas Ampeg 
Caixas Mesa Boogie 
Gallien Krueger amps para estudo

Efeitos
Claypool usa diversas distorções. Seu tom distorcido é ouvido em destaque na canção "my name is Mud" do Primus. Além disso ele usa Phaser, Flanger e efeitos de Chorus, ultimamente tem sido comum vê-lo usando um envelope filter em seus solos.

-Dicografia-

1988 Blind Illusion - The Sane Asylum
1988 Primus - Sausage (demo)
1988 Primus - Sucking Songs (demo)
1989 Primus - Suck on This (live album)
1990 Primus - Frizzle Fry
1991 Primus - Sailing the Seas of Cheese
1992 Primus - Miscellaneous Debris (EP)
1993 Primus - Pork Soda
1994 Sausage - Riddles Are Abound Tonight 
1995 Primus - Tales from the Punchbowl
1996 Les Claypool and the Holy Mackerel - Highball with the Devil
1997 Primus - Brown Album
1998 Primus - Rhinoplasty (EP)
1999 Buckethead - Monsters and Robots 
1999 Primus - Antipop
2001 Colonel Les Claypool's Fearless Flying Frog Brigade - Live Frogs Set 1 (live album)
2001 Colonel Les Claypool's Fearless Flying Frog Brigade - Live Frogs Set 2 (live album)
2001 Oysterhead - The Grand Pecking Order
2002 The Les Claypool Frog Brigade - Purple Onion
2003 Primus - Animals Should Not Try to Act Like People (EP/DVD set)
2004 Colonel Claypool's Bucket of Bernie Brains - The Big Eyeball in the Sky
2006 Les Claypool - Of Whales and Woe
2006 Primus - They Can't All Be Zingers 
2008 Electric Apricot - Quest for Festeroo 
2009 Les Claypool - Of Fungi and Foe
2010 Primus - June 2010 Rehearsal (EP)



Participações

1992 - Tom Waits - Bone Machine (na faixa "Earth Died Screaming")
1994 - Firehose - Big Bottom Pow Wow 
1994 - Rob Wasserman - Trios (nas faixas "Home is Where You Get Across" e "3 Guys Named Schmo")
1996 - Alex Lifeson - Victor (na faixa "The Big Dance")
1998 - Jerry Cantrell - Boggy Depot (na faixa "Between" e "Cold Piece")
1998 - Metallica - Garage Inc. (banjo no cover de Lynyrd Skynyrd "Tuesday's Gone")
1998 - Bloem de Ligny - Zink (vocais na faixa "Capsule")
1999 - Tom Waits - Mule Variations (na faixa "Big in Japan")
1999 - Kenny Wayne Shepherd Band - Live On (na faixa "Oh Well")
1999 - Limp Bizkit - Significant Other (nas faixas "Trust?" e "The Mind of Les")
1999 - Phonopsycograph Disk - Live @ Slim's / Turbulence Chest 
2002 - Gov't Mule - The Deep End, Volume 2 (na faixa "Greasy Granny's Gopher Gravy" e "Drivin' Rain")
2003 - Gov't Mule - The Deepest End, Live In Concert ("Greasy Granny's Gopher Gravy" e "Drivin' Rain")
2004 - Tom Waits - Real Gone (nas faixas "Hoist That Rag", "Shake It" e "Baby Gonna Leave Me")
2004 - Jack Irons - Attention Dimension (no cover de Pink Floyd "Shine On You Crazy Diamond")
2005 - Adrian Belew - Side One (nas faixas "Ampersand", "Writing on the Wall" e "Matchless Man")
2005 - Gabby La La - Be Careful What You Wish For... 
2005 - Mat Callahan - A Wild Bouquet (na faixa "I See the Light")
2006 - Adrian Belew - Side Three (nas faixas "Whatever" and "Men in Helicopters v4.0")
2006 - Tom Waits - Orphans: Brawlers, Bawlers, and Bastards 
2008 - Zach Hill - Astrological Straits (na faixa "Astrological Straits")
2009 - Vinyl - Fogshack Music Volume Two (nas faixas "Jelly James Jam", "Le Colonel", "Benthos" e "Le Colonel Part Deux")




Como entrar em contato direto com o trabalho de Les Claypool??
Site Oficial: http://www.lesclaypool.com 
Página Ofical no Myspace: http://www.myspace.com/thereallesclaypool 



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Groove por trás de uma Lenda: Michael Jackson








Não é segredo pra ninguém que o esqueleto dos grandes sucessos do rei do pop Michael Jackson eram o contrabaixo, o groove. O mesmo já comentou sobre o assunto em diversas entrevistas, "eu chegava a sonhar com as linhas de baixo, ou simplesmente as imaginava fazendo coisas do dia-a-dia" disse MJ em uma de suas últimas entrevistas documentadas. Porém Michael também era muito exigente com seus baixistas, já que os atribuía tanta importância; ao assistir o filme "This Is It" reparei o quanto estes baixistas eram cobrados, baixistas  renomados e muito experientes, que tinham que obter o máximo de si pra trabalhar com o rei. Resolvi garimpar um pouco da história de MJ, sua discografia e suas turnês em busca destes verdadeiros heróis que ajudaram a transformar a estrela em lenda.

Grandes Turnês

Victory Tour
Datas de turnê: 
6 de Julho, 1984 - 9 de Dezembro, 1984

A última turnê dos Jacksons, "The Victory Tour" teve 55 Concertos para mais de 2 milhões de fãs, atravessou os Estados Unidos e o Canadá com um percurso de 5 meses.

Baixista: Jermaine Jackson 












Bad Tour

A primeira turnê mundial de Michael.
Datas de Turnê: 
12 de Setembro, 1987 - 27 de Janeiro, 1989

A "Bad tour" Varreu o Globo, parando em 15 países de 4 Continentes, incluindo 123 shows para uma média de 4.4 milhões de fãs.

Baixista: Don Boylette












Dangerous tour

Datas de Turnê: 
-27 de Junho, 1992 - 31 de Dezembro, 1992
-24 de Agosto, 1993 - 11 de Novembro, 1993

A "Dangerous tour" Fez 69 Shows para mais de 3 milhões e meio de pessoas.

Baixista: Don Boylette [Bad & Dangerous Tours]















History tour

Datas de Turnê: 
-7 de Setembro, 1996 - 4 de Janeiro, 1997
-31 de Maio, 1997 - 15 de Outubro, 1997

A "HIStory tour" Novamente Varreu o globo, com paradas em 56 cidades, 35 países em 5 continentes fazendo 82 shows para 4 milhões e meio de fãs.

Baixista: Freddie Washington















Um pouco antes de morrer Michael reunindo os melhores músicos, produtores, dançarinos etc. montou um super show que faria parte de sua última e mais surpreendente turnê chamada This is It.

This is It Tour

Baixista: Alex Al

















Set de Baixos de Alex Al nos Ensaios com MJ






Basses ’75 Jazz Bass (maple neck com captadores EMG), Music Man StingRay SR5 5-string (maple neck), fretless Music Man SR5 (rosewood neck); sete outros baixos, maioria Fenders.















Outros Baixistas que trabalharam com Michael em estúdio, Tv, Rádio e em outras apresentações






A lenda da Motown - James Jamerson
-Criou as linhas de várias músicas do grupo Jacksons 5












James Jamerson jr.
-Sessões para o albúm Triumph, Epic 1980.










Chuck Rainey
-Trabalhou no Single "Ben", Motown 1972; no Single "Dancing Machine"/"It's Too Late to Change The Time", Motown 1974.











Nathan Watts
-Participou das sessões de "Destiny", Epic 1978; "Triumph" Epic 1980; "Say, Say, Say", Paul Mccartney e Michael Jackson, Capitol 1983.












A Lenda do Slap - Louis Johnson
-Gravou os Baixos dos discos Off the Wall, Epic 1979; Thriller, Epic 1982; participou das sessões de "We are the World", Columbia 1985; do álbum Dangerous, Epic 1991; do álbum HIStory, Epic 1995.












Nathan East
-Participou das sessões de "Victory", Epic 1984; "Bad", Epic 1987; "HIStory", Epic 1995; "Invincible", Epic 2001.


















"Ready" Freddie Washington
-Tocou no "Motown 25 TV Special", NBC 1983; participou da turnê "HIStory" 1996- 1997; fez o Overdub de uma faixa ainda não lançada de Michael, Circa 2000.













Outros Grandes  do Universo dos Graves ou Grandes nomes da música em geral que assumiram o baixo em diversos trabalhos com Jackson

Wilton Felder
Michael “Sugar Bear” Foreman
Anthony Jackson Gary King
Bobby Watson
Michael McKinney
Clay Drayton
Paul McCartney
Steve Lukather
Andrew Gouche
Abraham Laboriel
Muzz Skillings
Don Boyette
Terry Jackson
Wayne Pedzwater
Guy Pratt
Colin Wolfe

 Keith Rouster
 Doug Grigsby